APOIO PSICOLÓGICO À PESSOA IDOSA POR TELEMONITORAMENTO: INTERFACE ENTRE GERONTOLOGIA E ENFERMAGEM
Palavras-chave:
Apoio Psicológico. Assistência de Enfermagem. Gerontologia. Idoso. Telemonitoramento.Resumo
O envelhecimento populacional em larga escala impõe desafios significativos à organização dos serviços de saúde. O processo de envelhecer é individual e permeado por fragilidades, evidenciando a complexidade dessa etapa da vida. Nesse contexto, os aspectos sociais, físicos e psicológicos tornam-se centrais para a promoção da qualidade de vida da pessoa idosa (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2005). Destacam-se, especialmente, os desafios relacionados à saúde mental e à continuidade do cuidado, que demandam estratégias assistenciais sensíveis às especificidades do envelhecimento.
No campo da gerontologia, a pessoa idosa apresenta maior vulnerabilidade a situações de solidão, ansiedade e sofrimento psíquico. A enfermagem atua nesse cenário por meio da escuta qualificada, orientação e acompanhamento contínuo. Entretanto, limitações de mobilidade e dificuldades de acesso aos serviços presenciais podem comprometer a continuidade assistencial, tornando necessário o desenvolvimento de novas modalidades de cuidado.
O telemonitoramento apresenta-se como estratégia relevante, especialmente na Atenção Primária à Saúde, ao ampliar o acesso e favorecer o acompanhamento longitudinal (BRASIL, 2020). Evidências indicam que essa modalidade contribui para a manutenção do vínculo e identificação de demandas emocionais (KUHN, 2014; OLIVEIRA et al., 2023). Contudo, observa-se lacuna na literatura quanto à atuação específica da enfermagem no apoio psicológico remoto à pessoa idosa.
Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre a atuação da enfermagem no apoio psicológico à pessoa idosa por meio do telemonitoramento, no contexto da gerontologia.
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