DIFICULDADES NA MOBILIDADE E ATIVIDADES DIÁRIAS EM ADULTOS E IDOSOS COMUNITÁRIOS: UM ESTUDO TRANSVERSAL
Palavras-chave:
Limitação da Mobilidade, Atividades Cotidianas, EnvelhecimentoResumo
As quedas estão entre as lesões não intencionais mais comuns em pessoas idosas e representam um importante desafio de saúde pública no mundo. Além do risco de fraturas e hospitalizações, elas podem comprometer a autonomia e aumentar os custos com cuidados, o que, associado a doenças crônicas, impacta a vida social e a participação comunitária. Este estudo teve como objetivo compreender as dificuldades enfrentadas por pessoas com 50 anos ou mais durante atividades diárias, analisando a interferência da mobilidade nessas tarefas e na integração social. É um estudo descritivo e transversal, com abordagem quantitativa. Participaram 29 indivíduos comunitários (≥ 50 anos) capazes de permanecer em pé e se deslocar, com ou sem auxílio. Foram aplicados um questionário sociodemográfico e clínico e o Perfil de Atividades e Participação relacionado à Mobilidade (PAPM), de 18 itens avaliados em escala de 0 a 4. A idade média dos participantes foi 64,9 anos, com maioria do sexo feminino (79,3%). As condições frequentes foram: hipertensão (41,4%), diabetes (34,5%) e osteoartrite/osteoporose (27,6%). Quase metade (41,4%) relatou quedas no último ano e 58,6% permaneciam sentados por mais de quatro horas/dia. No PAPM, a pontuação média foi 7,55 (DP=11), com limitações para praticar exercícios (31,6%), dirigir ou usar transporte público (18,5%) e cuidar de outras pessoas (16%) e em atividades socias, sendo frequentar restaurantes (14,2%) e visitar familiares (13,8%). A presença de multimorbidades agrava o declínio funcional e isolamento social, indicando a necessidade de estratégias que estimulem a mobilidade, a participação social e a prevenção quedas.
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