A DEMÊNCIA COMO RESPONSABILIDADE TERRITORIAL: LIÇÕES DO MODELO ITALIANO PARA O BRASIL

Autori

Parole chiave:

Demência , Cuidado territorial, Caminhos integrados de cuidado

Abstract

O artigo analisa a demência como um desafio crescente de saúde pública associado ao envelhecimento populacional, destacando a necessidade de superação do modelo hospitalocêntrico em favor de abordagens territoriais e comunitárias. O estudo tem como objetivo comparar o modelo italiano de organização do cuidado — baseado nos Caminhos Integrados de Cuidado e no Plano Nacional de Demência — com o cenário brasileiro, caracterizado pela fragmentação da assistência e pela centralização do cuidado na família. 

Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva, que combina revisão de literatura recente com uma imersão prática em serviços italianos de geriatria e cuidados paliativos. A análise evidencia que, na Itália, o cuidado à pessoa com demência é estruturado como uma responsabilidade territorial, envolvendo integração entre serviços de saúde, assistência social e recursos comunitários. 

Os resultados mostram que estratégias como programas de estimulação cognitiva, iniciativas comunitárias (como Dementia Friendly) e o gerenciamento integrado do cuidado contribuem para a manutenção da autonomia dos pacientes, redução da sobrecarga dos cuidadores e menor institucionalização. Em contraste, o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à desarticulação da rede assistencial e à baixa integração intersetorial. 

Conclui-se que a adoção de modelos territoriais e integrados, inspirados na experiência italiana, pode fortalecer o cuidado às pessoas com demência no Brasil, promovendo maior continuidade assistencial, suporte às famílias e um cuidado mais humanizado e sustentável. 

Pubblicato

2026-04-08