ESTIMULAÇÃO COGNITIVA EM INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA: CONTRIBUIÇÕES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PARA A PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS IDOSAS
Parole chiave:
Institucionalização de idosos; Estimulação cognitiva; Instituições de Longa Permanência para Idosos;Abstract
Trata-se de um relato de experiência de um projeto de extensão universitária desenvolvido em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), com o objetivo de analisar de que modo o contexto de institucionalização incide sobre processos psicológicos básicos e de discutir o potencial das oficinas de estimulação cognitiva como estratégia de promoção da saúde mental, emocional e social de pessoas idosas institucionalizadas. A experiência extensionista foi estruturada a partir da realização de oficinas de estimulação cognitiva e sensorial, envolvendo atividades de memória, atenção, evocação de experiências autobiográficas e interação social, orientadas por uma perspectiva biopsicossocial do envelhecimento. Os registros produzidos ao longo das atividades indicam que as oficinas favoreceram o engajamento, a adesão voluntária e a participação ativa dos residentes, especialmente em propostas que estimularam narrativas pessoais e o compartilhamento de memórias. Observou-se, ainda, a manutenção da atenção sustentada, indícios de preservação e possível reativação de processos psicológicos básicos, bem como manifestações recorrentes de prazer, satisfação e fortalecimento de vínculos interpessoais. A experiência evidencia que a estimulação cognitiva, quando articulada a dimensões afetivas e relacionais, ultrapassa o caráter de treino neurofuncional, configurando-se como uma tecnologia social capaz de minimizar os efeitos do empobrecimento ambiental frequentemente associado à institucionalização. Reconhece-se que a heterogeneidade da população idosa institucionalizada, em termos de condições cognitivas, trajetórias de vida e níveis de motivação, influencia os resultados observados, demandando flexibilidade e adaptação contínua das atividades. Conclui-se que projetos de extensão baseados em oficinas de estimulação cognitiva constituem estratégias relevantes de cuidado, aprendizagem e promoção da qualidade de vida, além de fortalecerem a articulação entre universidade, serviços institucionais e políticas de atenção à pessoa idosa no campo da psicologia e gerontologia.
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